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Você sabe o que é densidade do colchão? Saiba como escolher a ideal

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A densidade do colchão identifica a quantidade de matéria-prima utilizada por metro cúbico, de acordo com as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e do Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro). Assim, um colchão com densidade 28 (D28), por exemplo, significa que ele tem 28 quilos de espuma para cada metro cúbico.

Essa é uma informação muito importante na hora de escolher um colchão, já que a densidade é uma medida que especifica a quantidade de peso que a espuma aguenta, sem danificar e deformar — quanto maior ela for, mais peso suportará. Esse é um aspecto fundamental, afinal, a utilização de um produto inadequado impacta diretamente na qualidade do sono.

Neste artigo, explicaremos detalhadamente todos os aspectos envolvidos na densidade do colchão e daremos algumas orientações sobre como escolher o produto ideal para garantir noites de sono reparador. Confira as dicas para saber mais!

Conheça os tipos de densidade

As densidades dos colchões são identificadas pela letra D (densidade), seguida do número que indica a quantidade de espuma utilizada por metro cúbico na fabricação do colchão. Elas são classificadas em oito tipos: D18; D20; D23; D26; D28; D33; D40 e D45, de acordo com o peso e altura do usuário que o produto suporta.

É importante observar que espumas de uma mesma densidade nem sempre são iguais, já que uma mesma fábrica pode utilizar diferentes tecnologias. Outro ponto a considerar refere-se aos colchões de mola, que não seguem a mesma regra.

Saiba qual a melhor densidade do colchão

É fundamental não adquirir um colchão com densidade menor do que o indicado para o peso e altura, para não comprometer a musculatura do corpo e evitar dores nas costas, torcicolos, desvios na coluna e outros problemas de saúde. Para tanto, é possível identificar a densidade adequada, consultando a Tabela de Biótipo, desenvolvida pelo Instituto Nacional de Estudos do Repouso (INER).

Esse Instituto também é responsável por emitir um certificado de qualidade — o “Pró-Espuma” — um selo costurado ao lado da etiqueta do fabricante, para confirmar a veracidade da densidade indicada. Para receber essa certificação, os produtos passam por várias fiscalizações e testes, desde a produção até o varejo.

Verifique a espuma

Ao optar por um colchão de espuma, é importante considerar as necessidades pessoais. Esse tipo de material é mais firme que o de mola e tem maior durabilidade (média de 5 anos). Entretanto, ele pode apresentar deformidades com o tempo de uso, principalmente quando a densidade for inadequada ao usuário e se tratar de um produto de má qualidade.

Contudo, com o avanço da tecnologia, já é possível encontrar várias opções em espuma, confeccionadas com matérias que não deformam e que oferecem conforto térmico, entre outras propriedades. Confira a seguir!

Viscoelástico

Conhecido como “espuma de memória”, esse material foi desenvolvido pela Agência Espacial Norte Americana (NASA) para ser utilizado nos assentos dos astronautas. A característica de resiliência que ele possui impede a deformação do produto, como a que ocorre em espumas comuns.

Entre os benefícios que essa tecnologia proporciona, o principal é o efeito massageador, pois durante o repouso ele ativa a circulação sanguínea, o que evita formigamentos. Além disso, o material amolda-se à anatomia do corpo com facilidade, proporcionando um alinhamento da coluna.

Hiper AMX

Essa tecnologia garante um colchão confortável, durável e com baixa probabilidade de deformação. Ela proporciona, também, uma sensação de frescor, sendo uma ótima opção para quem sofre com o calor.

Espuma de gel

É uma matéria-prima com alta sensibilidade à temperatura. Assim, os colchões feitos com esse material reagem ao calor corporal e proporcionam uma sensação de frescor. Além disso, também se amoldam à anatomia do corpo, evitando dores musculares e promovendo um relaxamento profundo.

Fibra de bambu

Além de sustentáveis, esses colchões têm várias vantagens — a principal delas é a capacidade de controlar a temperatura corporal, possibilitando um maior conforto térmico. O tecido consegue absorver (sem reter) até 4 vezes mais umidade que outros materiais e ainda tem propriedades antialérgicas.

Considere sua altura

A altura é um aspecto importante a ser considerado, pois a densidade do colchão é calculada com base em um indivíduo deitado — posição na qual o peso é distribuído em diversos pontos. Por esse motivo, uma pessoa com altura de 1,60 m e que pesa 80 quilos necessita da mesma densidade (D33) que um indivíduo de 100 kg e com mais de 1,90 m.

Analise as normas do Inmetro

De acordo com a Portaria Inmetro, número 52 de 2016, todos os lojistas foram obrigados, a partir de 01/02/2019, a comercializar colchões de molas somente mediante certificação. Segundo as regras, características importantes da mercadoria, como a composição do tecido e os detalhes da estrutura interna, precisam ficar claras ao consumidor na etiqueta no produto. Além disso, devem constar instruções (em português) sobre manutenção e uso do colchão.

Observe o tipo de mola

A identificação do peso e da altura, que são suportados por colchões de mola, é especificada de acordo com o tipo de mola utilizado na confecção, como pode ser verificado a seguir.

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  • Bonnell — de 1 a 90 quilos;
  • TriPower (novo Bonnell) — de 1 a 90 quilos;
  • molas ensacadas individualmente — de 1 a 90 quilos;
  • Superlastic — de 1 a 100 quilos;
  • LFK — de 1 a 140 quilos.

Dessa forma, diferentes tipos de mola conseguem suportar o mesmo peso e a escolha depende das necessidades dos usuários. O tipo ensacado, por exemplo, é o mais recomendado para casais, já que o colchão é fabricado de modo a não permitir que as molas encostem umas nas outras. Isso evita que a cama balance quando uma pessoa se mexe.

Nesse sentido, é importante pesquisar as funcionalidades que cada tipo de colchão oferece antes de optar por algum. Além disso, também é recomendável prestar atenção na qualidade da espuma aplicada em cima da mola — os modelos com uma camada extra do material são mais confortáveis.

Considere problemas de saúde

Pessoas diagnosticadas com osteoporose podem ser prejudicadas com um colchão de densidade maior. Mesmo que ela tenha um peso que exija uma determinada densidade, um colchão de menor densidade deve ser considerado. Já os indivíduos que apresentam problema de coluna, desvios e hérnias de disco, podem se beneficiar de um colchão mais denso.

Uma boa alternativa para esses casos são os colchões magnéticos, pois recebem aplicações especiais, em geral, ímãs e pastilhas, com o objetivo de criar um campo magnético dentro da cama. Essa tecnologia proporciona vários benefícios, como:

  • alivia dores musculares — principalmente na região lombar;
  • previne varizes;
  • evita cãibras;
  • ajuda no controle da pressão arterial;
  • auxilia no processo de desintoxicação do organismo.

Alguns modelos têm a chamada “pastilha do sol”, com propriedades eletromagnéticas semelhantes aos raios infravermelhos. Ela melhora a circulação do sangue, combate a insônia, elimina toxinas, entre outros benefícios.

Entenda a importância de ficar atento à densidade do colchão

Dormir em um colchão que apresenta firmeza e suporte adequados ao peso e estatura de uma pessoa é fundamental para garantir, além de maior durabilidade do produto, mais saúde, pois a qualidade do sono impacta diretamente no bom funcionamento do organismo. Noites relaxantes permitem uma ideal recuperação das energias, preparando o corpo para as atividades diárias, com mais disposição e energia.

Por esse motivo, é preciso ficar atento para não errar na hora da escolha do produto. Nesse sentido, a densidade é um aspecto que deve ser considerado como preponderante para eleger o melhor produto a ser adquirido. No caso de colchão elaborado com espuma viscoelástica, por exemplo, esse é um importante indicador do nível de suporte, conforto e durabilidade.

Testando a densidade do colchão

Muitas vezes, as pessoas avaliam a densidade do colchão apenas deitando-se ou sentando-se em cima do produto. No entanto, é preciso observar que em um primeiro momento muitos colchões podem parecer perfeitos, independentemente da sua densidade, já que um produto novo, utilizado por alguns segundos, dificilmente irá deformar.

A melhor maneira de testar um colchão é deitando-se nele na posição que se costuma dormir por, no mínimo, 15 minutos. Segundo especialistas, esse é o tempo indicado para que o corpo consiga relaxar e ser recebido pela superfície do produto. Dessa forma, é possível ter uma noção quanto ao conforto e capacidade de suporte que ele oferece para o biotipo da pessoa que está avaliando.

A relação da densidade com os fatores de firmeza e suporte

É interessante observar que a firmeza da superfície da espuma não depende apenas da sua densidade, pois as que são altamente densas podem ser confeccionadas visando à suavidade, enquanto as que apresentam baixa densidade podem visar à firmeza.

Tanto a firmeza quanto o suporte impactam no conforto que a espuma pode proporcionar. A primeira se refere a uma medida de superfície relacionada à sensação obtida no contato. Nesse sentido, uma densidade mais alta ajuda a evitar a percepção de atrito do corpo com o colchão. Já o suporte diz respeito à capacidade da espuma de voltar ao seu formato após a sua compressão — é o aspecto de resiliência do material, que impede deformidades.

O fator conforto na densidade do colchão

O conforto diz respeito ao nível de relaxamento percebido quando a pessoa se deita no colchão. No entanto, é importante observar que as percepções em relação a uma mesma densidade podem ser muito diferentes, de acordo com as particularidades físicas de cada um.

Assim, podemos concluir que, para ser considerado como um produto de densidade confortável, o colchão deve ser confeccionado com uma espuma macia, que se amolda ao corpo, e, ao mesmo tempo, resiste ao peso e anatomia do corpo.

O fator durabilidade

A densidade também tem relação com durabilidade do colchão. Quanto mais materiais de polímeros são utilizados na produção da espuma, maior será a tendência para reter as suas propriedades originais. Assim, a menor perda de firmeza significa que o produto manteve as suas condições originais.

As espumas com densidades mais altas também mantêm a capacidade de suporte por mais tempo. Da mesma forma, a tendência à perda de altura com o tempo tem relação direta com a quantidade de materiais utilizados em sua confecção.

Como vimos, a densidade do colchão é um aspecto fundamental a ser considerado na hora de optar por esse produto. Ele deve apresentar características de qualidade e conformidade com as normas técnicas para evitar problemas de saúde. Nesse sentido, é essencial observar a tabela de biótipo e a etiqueta com o selo de certificação, emitido pelos órgãos fiscalizadores.

Agora que você já sabe mais sobre a densidade dos colchões, continue navegando em nosso blog e leia outro artigo que preparamos para você entender sobre os tecidos utilizados em colchões!

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